Caso clínico · Ginecologia e Obstetrícia

HAS na gestação

Fernanda, 29 anos, gestante de 33 semanas, comparece à consulta de pré-natal de rotina relatando cefaleia persistente há 2 dias e inchaço importante nas pernas e no rosto. Nega perdas vaginais ou contrações. Ao aferir a pressão arterial na recepção, a equipe identifica valores elevados e encaminha para avaliação médica imediata.

Exames

Sinais vitais
PA 168x110 mmHg (confirmada em duas aferições); FC 92 bpm; FR 18 irpm; Tax 36,7°C.
Exame físico obstétrico
Altura uterina compatível com idade gestacional; batimentos cardiofetais presentes, 148 bpm; ausência de dinâmica uterina.
Exame físico geral
Edema importante de face e membros inferiores (++++/4+); reflexos tendinosos profundos exaltados (hiperreflexia patelar).
Urina tipo I / relação proteína-creatinina urinária
Proteinúria significativa: relação proteína/creatinina urinária de 0,8 (valor de referência < 0,3).
Exames laboratoriais
Plaquetas 98.000/mm³; TGO 112 U/L; TGP 98 U/L; Ácido úrico 7,2 mg/dL; Desidrogenase lática elevada.
Ultrassonografia obstétrica com doppler
Feto único, vivo, peso estimado adequado para a idade gestacional; doppler de artérias uterinas com incisura bilateral.

Diante desse quadro, qual a conduta inicial mais adequada?