Caso clínico · Urologia

O escroto que escureceu em poucas horas

Seu Jair, 63 anos, diabético tipo 2 e hipertenso, chega ao pronto-socorro com dor intensa no períneo e na bolsa escrotal, febre de 38,8 °C e prostração. Está pálido e sudoreico, com PA 96/58 mmHg, FC 118 bpm e FR 24 irpm. Há edema e eritema da bolsa escrotal, e a dor à palpação é muito maior do que os achados da pele sugerem.

Exames

Hemograma, PCR, sódio, creatinina e glicemia
Leucócitos 24.800/mm³ com desvio à esquerda; hemoglobina 12,4 g/dL; PCR 286 mg/L; sódio 129 mmol/L; creatinina 2,1 mg/dL; glicemia 342 mg/dL.
Gasometria venosa com lactato
pH 7,29; HCO3 17 mEq/L; lactato 4,1 mmol/L.
Ultrassonografia com Doppler de bolsa escrotal
Fluxo arterial preservado em ambos os testículos; espessamento difuso das paredes escrotais com focos ecogênicos e sombra acústica suja; sem coleção intratesticular.
Tomografia de pelve com contraste
Gás nos planos subcutâneos e fasciais do períneo e do escroto, estendendo-se à parede abdominal inferior, com espessamento fascial e coleção perianal à direita.

Diante desse quadro, qual a conduta inicial mais adequada?